terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

sábado, 5 de maio de 2012

IGE California | Nevada 2012: Décimo Segundo dia - Enfim, Lake Tahoe

IGE California | Nevada 2012: Décimo Segundo dia - Enfim, Lake Tahoe

Querido Somera e toda a galera do IGE. Esses relatos além de nos colocarem em sintonia com essa maravilhosa experiencia pela qual vcs passam por ai, tem um plus fantático, tem sido verdadeiras aulas do que gostaríamos que acontecesse com naturalidade aqui no Brasil.
Parabéns a todos e tenho a certeza de que retornarão com uma bagagem incrível de experìências para compartilhar.
Que o Grande Arquiteto e Criador os proteja e guarde ....  e os traga de volta felizes e entusiasmados com o Rotary!!!!
Abraçãoooooooooooooo  a todos!!
Guaraci Oliveira
RC Americana-Integração

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Seu assessor tem português fluente?

Como faço diariamente, ao buscar textos interessantes publicados nos diversos canais de comunicação de minha cidade, destaquei este que ora tomo a liberdade de replicar, com a devida preservação e destaque da autoria ao final.

Seu assessor tem português fluente?

Ninguém questiona mais o importante papel desempenhado pelo assessor como elemento facilitador das inúmeras, complexas e delicadas relações inerentes ao desempenho de um parlamentar. Espera-se muito dele: simpatia, acolhimento, domínio de equipamentos, técnicas específicas e idiomas, conhecimento de diversas áreas profissionais (informática, fotografia, secretariado, etc), jogo de cintura para administrar situações difíceis, prontidão, discrição, inteligência emocional, dentre outros.

Ultimamente, porém, vem se sobrepondo a todos esses pré-requisitos uma exigência que vai fazer o alívio daqueles que prezam o nosso idioma pátrio. A maioria dos vereadores está pleiteando assessores que tenham “Português fluente”. Ninguém aguenta mais o assassinato diário da Língua Portuguesa que ocorre, sem dó e sem piedade, nos gabinetes, nas reuniões, escritórios e demais ambientes.

É o plural das palavras que fica esquecido, os pronomes oblíquos abandonados, o jovem é sempre “de menor”, o “onde” e “o qual” só aparecem em lugares indevidos nas frases, as palavras costumeiramente adulteradas... Sem falar na praga do gerundismo que assola as conversações da área (“vou estar verificando”, “o vereador vai estar viajando...”). Situação agravada, por sinal, por essa negativa linguagem praticada nos MSNs e Orkuts da vida. Mas as coisas estão mudando.

Os políticos no geral (chefes dos executivos, senadores, deputados e vereadores) estão atentos a esta performance de seus assessores, afinal eles são a primeira impressão que transmitem ao público e às pessoas no geral. O velho e bom Português começa a ser destaque em entrevistas de seleção de pessoal, agregando pontos e sendo determinante na formação do perfil da pessoa em seu círculo social e importantíssimo para a qualificação de um bom profissional.

Portanto, se você tem um assessor, reflita sobre a pergunta título deste texto e veja se não está na hora de investir nessa sua capacitação. Se você é um assessor, lembre-se que a linguagem utilizada por uma pessoa é a forma como ela organiza seus pensamentos. Se você se comunica mal, é porque não está estruturando adequadamente suas idéias. Enriqueça seu vocabulário, adquira um bom dicionário e uma boa gramática, leia bons livros, revistas e jornais, troque os programas de tv por palestras, cursos e eventos, tenha sempre a intenção de crescer pessoal e profissionalmente. Enfim, abra-se a novos conhecimentos, acredite que vale a pena. Agora, se você, assessor, vereador, empresário ou profissional autônomo, acha que tudo isso é bobagem, “pobrema” seu. E não se esqueça: quem tem um “pobrema”, tem dois.

Divina Bertalia é vereadora de Americana pelo PDT.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

J'ACUSE!!! - (EU ACUSO) -

J’ACUSE !!! (Eu acuso !)

(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)


Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).
A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.
O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.
Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.
No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...
E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”
Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...
Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.
Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.
Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:
EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;
EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;
EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;
EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;
EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;
EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;
EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;
EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;
EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;
EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;
EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,
EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;
EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.
EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;
EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;
Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos-clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.
Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.
A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”
Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

Autoria do meu colega: Igor Pantuzza Wildmann (Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Assédio Moral – Mais perto do que imaginamos.

A violência Moral no ambiente de trabalho não é uma questão exatamente nova, podendo-se dizer até que é tão antiga quanto o próprio trabalho. Nos dias de hoje, porém o problema vem aumentando, em razão das novas relações de trabalho.
As pressões por produtividade e o distanciamento entre empregados e empregadores, resultam na falta de comunicação direta, desumanizando o ambiente de trabalho, aumentando a competitividade e dificultando o espírito de cooperação e solidariedade entre os trabalhadores.
Apesar de muito importantes, não são as leis que resolverão o problema, mas, principalmente, a conscientização da vítima, do agressor e da própria sociedade, que precisa ser despertada de sua indiferença e omissão.
Falando-se em Leis, faço aqui um parêntese para destacar que atualmente, na esfera Federal estão aprovados sobre o assunto, a Lei Nº 11.948, de 16 de junho de 2009, que em seu Art. 4º diz que “Fica vedada a concessão ou renovação de quaisquer empréstimos ou financiamentos pelo BNDES a empresas da iniciativa privada cujos dirigentes sejam condenados por assédio moral ou sexual, racismo, trabalho infantil, trabalho escravo ou crime contra o meio ambiente.”, e o Projeto de Lei nº 4.326, de 2004, sobre criação do Dia Nacional de Luta contra o Assédio Moral.
Na esfera Estadual, temos legislação regulamentada nos Estados de SP, RJ, RS e MT. E no âmbito legislativo municipal, temos em todo o país cerca de 55 municípios com leis já aprovadas, incluindo-se Iracemápolis-SP que foi a pioneira a tratar do assunto através da Lei nº 1163/2000, de 24 de abril de 2000, de autoria do Professor João Renato Alves Pereira, e nossa cidade de Americana, que tem a Lei n° 3.671, de 07 de junho de 2002, que diz em seu Artigo 1º, “Ficam os servidores públicos municipais sujeitos às seguintes penalidades administrativas na prática de assédio moral, nas dependências do local de trabalho: 1- curso de aprimoramento profissional; 2- suspensão; 3- multa; 4- demissão e ainda dá outras providências.
Como nos Cursos e Treinamentos Gerenciais que proferimos, abordamos e tratamos do tema “Assédio Moral”, vamos aqui esclarecer mais um pouco sobre o assunto:
Enquanto conceito, podemos dizer que Assédio Moral é toda e qualquer conduta que caracteriza comportamento abusivo, freqüente e intencional, através de atitudes, gestos, palavras ou escritos, que possam ferir a integridade física ou psíquica de uma pessoa, vindo a por em risco o seu emprego ou degradando o seu ambiente de trabalho.
Como condutas caracterizadoras, afirmamos que o Assediador costuma dar instruções confusas e imprecisas ao trabalhador, atribui-lhe erros imaginários, pede-lhe sem necessidade, trabalhos urgentes ou busca sobrecarregá-lo com tarefas. Também é comum como atitude do assediador, ignorar a presença do colaborador em frente aos demais colegas, não cumprimentando-o ou não lhe dirigindo a palavra, ainda, fazendo constantemente críticas ou brincadeiras de mau gosto em público. Não é raro a imposição de horários injustificáveis, a disseminação de boatos maldosos, calúnias e insinuações sobre a sua saúde física ou mental.
Transferir de local ou setor e exigir-lhe a execução de tarefas insignificantes ou desinteressantes, ou não lhe atribuir tarefa qualquer, podendo ainda retirar-lhes os instrumentos de trabalho são as maneiras mais comuns do assediador buscar seu intento que é destruir moralmente o assediado, visando sua demissão, em especial a voluntária.
Como perfil, podemos dizer que normalmente assediador é um superior (chefe) que agride um subordinado, mas a situação reversa também é encontrada. Colegas de mesmo nível hierárquico podem agredir ou ser agredidos.
As conseqüências do Assédio Moral são muitas mas vamos resumir e classificar em duas partes, primeiro para as empresas, cujas perdas podem ser notadas na queda da produtividade, imagem negativa perante os consumidores, alteração na qualidade de seus seviços/produtos, baixo índice de criatividade, doenças profissionais, acidentes de trabalho e danos aos equipamentos, alta rotatividade no grupo de trabalho, aumento das ações judiciais trabalhistas e pedidos de indenizações para reparação dos danos morais.
De outra parte, já pelo lado do assediado, dependendo de seu perfil psicológico e sua condição social, sabe-se que a capacidade de se rebelar contra o assédio moral no ambiente de trabalho é limitada, justamente por ser o empregado a parte mais fraca da relação. Emergem daí, os empregados desmotivados, sem criatividade, incapazes de exercer liderança, sem espírito de equipe e com poucas chances de se manter “empregável”.
Nessas condições, o assediado acaba por se sujeitar às humilhações, adoecendo psicológica e/ou fisicamente. Uma das conseqüências mais marcantes do assédio moral é justamente registrada no campo da saúde e segurança do trabalho, pois, diante de um quadro inteiramente desfavorável à execução tranqüila e segura do serviço que lhe foi conferido, o assediado sente-se ansioso, despreparado e inseguro.
Em conseqüência, quando não é demitido pela baixa produtividade, aumentam os riscos de vir a sofrer doenças profissionais ou acidentes do trabalho.
Finalizando, afirmamos que todos, em especial às vítimas do assédio moral, devem: conhecer o que é Assédio Moral e suas características; distinguir do assédio moral outras tensões do trabalho como desavenças eventuais , “stress” e contrariedades; se constatado o assédio, reunir provas para a comprovação legal; denunciar o assédio moral aos departamentos competentes como o Recursos Humanos, à CIPA e ao SESMT (Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho) da empresa, ou ao sindicato profissional. Não obtendo êxito quanto a essas últimas providências, denunciar ao Ministério do Trabalho.
Quanto as empresas/empregadores, cabe trabalhar incessantemente o desenvolvimento e aperfeiçoamento dos seus colaboradores, através da oportunização de cursos e treinamentos sobre o assunto, trabalhando preventivamente, criando códigos de ética que proíbam toda e qualquer forma de discriminação e assédio, promovendo a dignidade e cidadania do trabalhador.
Esse tema é polêmico em sua essência e ainda rara a bibliografia. Em razão de sua crescente importância e de seus efeitos perversos, o assédio moral no ambiente de trabalho deve ser debatido de forma séria e comprometida, não só pela classe trabalhadora, seja ela pública ou privada, e pelo empresariado ou gestores públicos, mas pela totalidade da sociedade.
Desmistificar a questão do assédio moral no ambiente de trabalho é o caminho seguro para prevenir e erradicar a sua presença onde já estiver instalado.

Guaraci Oliveira é Diretor da C.A.T. – Central “Americana” de Treinamentos & Negócios, Especialista em Direito Público, Professor, Autor e Palestrante de diversos temas na área das relações, saúde e segurança do trabalho, inclusive do curso: “Assédio Moral – Mais perto do que imaginamos.”. (contato 19.9208.6630)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

SETE DICAS DE GESTÃO EMPRESARIAL

1- Um rapaz vai a uma farmácia e pergunta:

Tem preservativo? Minha namorada me convidou para jantar esta noite na casa dela.
O farmacêutico dá-lhe o preservativo e o jovem sai. De imediato, volta, dizendo:
Senhor, dê-me outro. A irmã da minha namorada é uma gostosona, vive cruzando as pernas na minha frente. Acho que também quer me dar...
O homem dá o preservativo ao jovem. Ele volta, dizendo:
Quero outro. A mãe da minha namorada também é boa pra caramba. A velha vive se insinuando, deve ser mal comida, e como eu hoje vou jantar lá na casa delas...
Chega a hora da comida e o rapaz está sentado à mesa com a namorada ao lado, a mãe e a irmã à frente. Neste instante entra o pai da namorada . O rapaz baixa imediatamente a cabeça, une as mãos e começa a rezar:
- Senhor, abençoa estes alimentos, blá,blá.. Damos graças por estes alimentos...
Passa-se um minuto e o rapaz continua de cabeça baixa rezando: - Obrigado Senhor...blá,bla...
Passam-se cinco minutos : - Abençoa Senhor este pão... Todos se entreolham surpreendidos, e a namorada lhe diz ao ouvido:
Meu amor, não sabia que eras tão religioso...
E eu não sabia que o teu pai era farmacêutico!

Conclusão: Não comente os planos estratégicos da empresa com desconhecidos, porque essa confidência pode destruir a sua própria organização.



2- Um homem está entrando no chuveiro enquanto sua mulher acaba de sair e está se enxugando.

A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender a porta a mulher desiste, se enrola na toalha e desce as escadas..
Quando ela abre a porta, vê o vizinho Nestor em pé na soleira.. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Nestor diz: - Eu lhe dou 3.000 reais se você deixar cair esta toalha!
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Nestor então entrega a ela os 3.000 reais prometidos e vai embora. Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher se enrola de novo na toalha e volta para o quarto.
Quando ela entra no quarto, o marido grita do chuveiro:
- Quem era?
- Era o Nestor, o vizinho da casa ao lado, diz ela.
- Ótimo! Ele lhe deu os 3.000 reais que ele estava me devendo?

Conclusão: Se você compartilha informações a tempo, pode prevenir exposições desnecessárias.


3- Um padre está dirigindo por uma estrada quando vê uma freira em pé, no acostamento.

Ele pára e oferece carona. A freira aceita. Ela entra no carro, cruza as pernas revelando suas lindas pernas.
O padre se descontrola e quase bate com o carro. Depois de conseguir controlar o carro e evitar o acidente, ele não resiste e coloca a mão na perna da freira. A freira olha para ele e diz:
- Padre, lembre-se do Salmo 129! O padre, sem graça, se desculpa:
- Desculpe Irmã, a carne é fraca.... E tira a mão da perna da freira.
Mais uma vez a freira diz:
- Padre, lembre-se do Salmo 129!
Chegando ao seu destino a freira agradece e, com um sorriso enigmático, desce do carro e entra no convento.
Assim que chega à igreja o padre corre para as Escrituras para ler o Salmo 129, que diz:
'Vá em frente, persista, mais acima encontrarás a glória do paraíso'.

Conclusão: Se você não está bem informado sobre o seu trabalho, pode perder excelentes oportunidades.



4- Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo.

Eles esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um Gênio. O Gênio diz:
- Eu só posso conceder três desejos, então, concederei um a cada um de vocês!
- Eu primeiro, eu primeiro.' grita um dos funcionários... Eu quero estar nas Bahamas dirigindo um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida ' ..
Pufff e ele foi ....
O outro funcionário se apressa a fazer o seu pedido:
- Eu quero estar no Havaí, com o amor da minha vida e um provimento interminável de piñas coladas!
Puff e ele se foi ....
- Agora você - diz o gênio para o gerente..
- Eu quero aqueles dois palhaços de volta ao escritório logo depois do almoço para uma reunião!

Conclusão: Deixe sempre o seu chefe falar primeiro.



5- Na África, todas as manhãs, o veadinho acorda sabendo que deverá conseguir correr mais do que o leão, se quiser se manter vivo.

Todas as manhãs o leão acorda sabendo que deverá correr mais do que o veadinho, se não quiser morrer de fome.

Conclusão: Não faz diferença se você é veadinho ou leão, quando o sol nascer, você tem que começar a correr..




6- Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada.

Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
- 'Eu posso sentar como você e não fazer nada o dia inteiro?'
O corvo responde, sorrindo:
- 'Claro, porque não?'
O coelho senta no chão embaixo da árvore, e relaxa.
De repente uma raposa aparece e come o coelho.

Conclusão: Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar no topo.


7- Um fazendeiro resolve colher algumas frutas em sua propriedade, pega um balde vazio e segue rumo às árvores frutíferas.

No caminho ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram suas terras.
Ao se aproximar lentamente, observa várias belas garotas nuas se banhando na lagoa, quando elas percebem a sua presença, nadam até a parte mais profunda da lagoa e gritam:
- Nós não vamos sair daqui enquanto você não deixar de nos espiar e for embora.
O fazendeiro responde:
- Eu não vim aqui para espiar vocês, eu só vim alimentar os jacarés!


Conclusão: A criatividade é o que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objetivos mais rapidamente.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

PROTÓGENES QUEIROZ - Deputado Federal 6588 - Razões para que ele seja eleito.

“Protógenes Queiroz é delegado da Polícia Federal. Foi quem efetuou a prisão de Paulo Maluf, do contrabandista Law Kin Chong, de Daniel Dantas (banqueiro), de Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.

Estiveram sob sua coordenação, em parceria com a Promotoria de São Paulo as investigações do caso Corinthians/MSI , por evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Os envolvidos nas fraudes da arbitragem do futebol Brasileiro, em 2005, foram investigados por ele e pelos promotores Roberto Porto e José Reinaldo Guimarães Carneiro, do Gaeco.

Queiroz também presidiu o inquérito sobre remessas ilegais de dinheiro para paraísos fiscais, que desvendaram movimentações de cerca de cinco milhões de dólares, das quais o ex-prefeito Celso Pitta seria o principal beneficiário. O ex-prefeito Paulo Maluf (PP) foi investigado no mesmo inquérito. Foi seu o relatório que terminou o inquérito sobre desvio de dinheiro da Prefeitura de São Paulo, concluindo que “os cofres públicos foram pilhados” durante os governos de Maluf (1993-96) e Pitta (1997-2000).

Participou da operação que prendeu o comerciante Law Kin Chong, o maior contrabandista do Brasil. Kin Chong estava disposto a pagar 1,5 milhão de dólares ao presidente da CPI, deputado Luiz Antônio Medeiros (PL-SP) para obter favores, mas suas conversas foram registradas [1]

Foi quem comandou a Operação Satiagraha, desde seu início até o dia 14 de julho de 2008, quando se afastou voluntariamente, por motivos pessoais, a conselho da cúpula da Polícia Federal. Curiosamente Protógenes teria comentado com aliados que esse afastamento desmerece seu trabalho, e causa um prejuízo muito grande à investigação [2].

No dia 16 de julho o presidente Lula determinou ao seu ministro da justiça Tarso Genro que combinasse com a cúpula da Polícia Federal o retorno de Queiroz ao comando das investigações na Operação Satiagraha. Entretanto tal não ocorreu, e o último ato de Queiroz nesse inquérito foi indiciar formalmente Daniel Dantas, do Banco Opportunity, e mais nove pessoas investigadas na Operação Satiagraha no dia 18 de julho de 2008, sob acusação de gestão fraudulenta e formação de quadrilha. [3]

Tendo em vista essas declarações aparentemente contraditórias, a ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) anunciou que pretende investigar o que realmente motivou sua saída. O presidente Lula chegou a declarar que (…) foi um erro brigar com o delegado, que é o herói da história (…) [4].

Representação
Protógenes formalizou uma representação junto ao Ministério Público Federal em São Paulo, que abriu procedimento administrativo dia 18 de julho para apurar se as investigações policiais sofreram, ou estão sofrendo, algum tipo de obstrução. O procedimento foi instaurado a pedido dos procuradores da república Anamara Osório Silva e Rodrigo de Grandis [5].

Por sua própria iniciativa a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados decidiu investigar a suposta obstrução da Polícia Federal aos trabalhos do delegado Protógenes, que foi afastado dia 18 de julho do comando da Operação Satiagraha [6]. A CPI das Escutas Clandestinas da Câmara dos Deputados também vai averiguar se houve alguma obstrução aos trabalhos de investigação de Protógenes por parte da própria Polícia Federal [6] .”




[editar] Referências
? Delegado que prendeu Dantas atuou em outros escândalos. Protógenes Queiroz conduziu investigações no ramo do futebol, contrabando e política. São Paulo: Nacional, Estadao.com.br, 8 de julho de 2008, 14:23
? VALENTE, Rubens e CRUZ, Leonardo Souza Valdo. Protógenes sofre pressão na PF e deixa caso Dantas. Delegado que comandou operação foi “convidado” pela direção geral a se afastar. São Paulo e Brasília: Folha de S. Paulo, 16 de julho de 2008
? GUTIERRES, Marcelo e OLIVEIRA, Deh. Policia Federal indicia Dantas e mais nove por gestão fraudulenta e formação de quadrilha. Folha Online, 18/07/2008 - 20h06
? ALENCAR, Kennedy. Planalto avalia que errou ao entrar em choque com Protógenes Queiroz. Folha de S. Paulo, 19/07/2008 - 03h59
? Procuradoria investiga denúncia de Protógenes sobre obstrução na Satiagraha. Folha Online 18/07/2008 - 17h37.
? 6,0 6,1 GUERREIRO, Gabriela. Câmara vai investigar denúncia de Protógenes sobre suposta obstrução à investigação. Brasília: Folha Online, 21/07/2008 - 17h20

terça-feira, 24 de agosto de 2010

DESPACHO JUDICIAL

DESPACHO JUDICIAL...
DECISÃO PROFERIDA PELO JUIZ RAFAEL GONÇALVES DE PAULA
NOS AUTOS DO PROC Nº 124/03 - 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas/TO:


DESPACHO POUCO COMUM

A Escola Nacional de Magistratura incluiu em seu banco de sentenças, o despacho pouco comum do juiz Rafael Gonçalves dePaula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, em Tocantins. A entidade considerou de bom senso a decisão de seu associado, mandando soltar Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, detidos sob acusação de furtarem duas melancias:

DECISÃO
Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.
Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)...
Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém. Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário apesar da promessa deste presidente que muito fala, nada sabe e pouco faz.
Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia....

Poderia dizer que George Bush joga bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?
Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade.
Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.
Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo.

Expeçam-se os alvarás.
Intimem-se.

Rafael Gonçalves de Paula

Juiz de Direito

domingo, 9 de maio de 2010

MANIFESTO - MAÇONARIA CONTRA A CORRUPÇÃO

MANIFESTO


Os Grão-Mestres do GOSP – Grande Oriente de São Paulo, Eminente Benedito Marques Ballouk Filho, da GLESP – Grande Loja do Estado de São Paulo, Sereníssimo Francisco Gomes da Silva e do GOP – Grande Oriente Paulista, Sereníssimo José Maria Dias Neto, por ocasião da data comemorativa da Independência do Brasil, expressam o que segue:

A Maçonaria paulista é solidária à veemente demanda cívica por dignidade na política, manifestada pela sociedade nas pesquisas e por crescentes setores da imprensa. A crise da falta de compostura, de ética e de patriotismo no exercício do Poder eclode dia-a-dia a cada novo escândalo que a classe política produz com surpreendente desfaçatez e prodigalidade.

Estudos Maçônicos, baseados em pesquisas de opinião, revelam que a sociedade paulista apenas aguarda que a oportunidade de mudança se apresente para depor e condenar ao exílio cívico os falsos “líderes políticos”, que há tempos contaminaram nossas Instituições e subjugaram à Pátria e à família brasileira a uma espiral sem fim de cinismo, corrupção e despudor. Hoje, as Obediências Maçônicas signatárias deste Manifesto sabem seguramente que a sociedade:

1. Tem plena consciência e convicção de que a corrupção é o mal que mais prejudica o País;

2. Tem uma percepção de impunidade que levou descrédito à Justiça: para cada paulista que confia nela há outro que não confia;

3. Desconfia da classe política: para cada cidadão que confia sempre, há outros 7 que não confiam nunca;

4. A onda de denúncias e escândalos sucessivos geraram percepção de vácuo moral e de justiça, que ampliam o desânimo e as sensações de inevitabilidade, desamparo, impotência e de irrelevância cívica. Resultado: A maior consciência social, ao invés de fortalecer o senso de cidadania, gera alienação e repulsa;

5. Apesar de não crer em alguns políticos, mantém a fé na existência de homens honestos e esperança num futuro mais digno.

Causa perplexidade e indignação, o cinismo e despudorada falta de transparência e senso crítico da classe política, das legendas partidárias e de autoridades na violação da lei e do devido respeito aos seus representados.

Ao ouvir o clamor das suas Lojas e da sociedade diante da infindável sucessão de escândalos que insultam a consciência civil, drenam o erário público e o orçamento das famílias, a Maçonaria paulista reitera o seu compromisso, expresso em 2007 e em 2008, em prol do resgate da Dignidade no exercício do Poder.

Em respeito à tradição secular e histórica da Instituição desde 1717 e ao seu protagonismo em prol de movimentos e das mais legítimas demandas cívicas da sociedade, como a Independência, Abolição da Escravatura e Proclamação da República, a Maçonaria declara que a causa do Combate à Corrupção e Resgate da Dignidade no exercício do Poder, tem a mesma relevância e urgência social que todas as lutas cívicas pela Liberdade, Justiça e Direitos Civis.

Em nome dos Maçons e da sociedade paulista, as Obediências Maçônicas que assinam este Manifesto declaram guerra à corrupção, à cumplicidade, à conivência, à impunidade, à complacência e à ignorância, que acoberta os canalhas e corruptos que manifestam seu escárnio ao estado de direito e à sociedade brasileira, na sucessão de escândalos prodigalizados pelos parlamentos e governos por todo o Brasil, de pleno e triste conhecimento da nação Brasileira.


O DIAGNÓSTICO E A ESTRATÉGIA:

Dados os alienantes e pífios resultados práticos da estratégia social da simples exposição dos corruptos à mídia (de fora para dentro), defendemos que só há um único meio de descontaminar o sistema adoecido, expurgando os parasitas que se incrustaram no organismo político e administrativo do País: seguir o exemplo que a Natureza nos ensinou para curar um organismo humano doente: Sem pajelanças, berros, nem esperneio, o remédio tem que ser injetado no corpo contagiado para fazer pleno efeito e debelar a doença, de dentro para fora.

A cura para o mal da corrupção está em usar as regras do sistema democrático para, dentro da legalidade e pacificamente, injetar cidadãos de bem no sistema contaminado, desalojando e tomando espaços hoje ocupados por corruptos. Sob o ponto de vista Maçônico, o problema da corrupção não está nas instituições nem no sistema democrático e sim na falta de caráter dos homens, hoje, que os dominam.


TENDO EM VISTA OS FATOS RELACIONADOS, AS OBEDIÊNCIAS MAÇÔNICAS SIGNATÁRIAS DESTE MANIFESTO INFORMAM À SOCIEDADE PAULISTA QUE:

Já tomou providências e que vários programas e iniciativas já estão em curso, para honrar o compromisso assumido com o povo paulista em 2007 e 2008. E decidiu colocar à disposição da sociedade paulista e da causa nobre do combate à corrupção suas 1760 Lojas e a colaboração dos seus 54.000 obreiros e líderes espalhados por todo o estado.

Constitui uma Frente Cívica, batizada – Movimento de Dignidade e Inserção Social e convida os setores organizados da sociedade, cidadãos conscientes e líderes que ainda não perderam a capacidade da indignação, para compor, sob a égide das Obediências Maçônicas Signatárias deste Manifesto, um MOVIMENTO suprapartidário de combate à corrupção. O MOVIMENTO buscará promover a revolução de costumes, a renovação dos quadros políticos e a reforma política aspirada pela sociedade, pela via pacífica e sob o manto da legalidade.

Os objetivos permanentes das Obediências Maçônicas signatárias deste Manifesto são os de promover a inserção social, semear e propagar consciência cívica e organizar o potencial físico, logístico e intelectual dos quadros das instituições e dos cidadãos de bem dispostos a firmar compromisso com a ética e com as entidades representativas da sociedade agrupadas neste Movimento Cívico, integrando sua rede de informações, inaugurando sua ouvidoria social e apoiando estes cidadãos na sua disputa pelo poder contra os corruptos.

Como os Partidos Políticos perderam a credibilidade e, com ela, o poder de conferir aval moral a seus candidatos, o MOVIMENTO preencherá esta lacuna vital, sinalizando, independente da legenda onde estejam, quais são os patriotas com fichas limpas, passado digno e o merecido respaldo social e moral do Movimento.

As Obediências Maçônicas signatárias deste Manifesto entendem pela convergência em torno dos seguintes pontos cardeais:

Por si só, a publicidade conferida a escândalos leva desesperança e alienação à sociedade e não contribui, em curto prazo, para o fim da impunidade;
Os atuais partidos impedem as mudanças e renovação que a Nação aspira. É preciso mudar leis que regulam responsabilidades e o regimento interno dos partidos. A indignidade deriva de vícios no sistema, mau caráter de candidatos, cumplicidade, irresponsabilidade e impunidade dos partidos pelos atos da canalha que eles têm a coragem e desfaçatez de infiltrar e manter na vida pública, mesmo a contragosto da sociedade.
Corrupção e impunidade permeiam o sistema e estrutura partidária. O foco do MOVIMENTO deve ser suprapartidário.
Se a sociedade não intervier, os “reformadores” serão os corruptos que aí estão e a reforma política ampliará facilidades, privilégios espúrios, impunidade e o avanço deles sobre novos espaços no Poder.
Não existe cidadania sem Justiça e justiça demorada é ausência de justiça. É preciso reformar o Código Penal e Civil, eliminando a ausência de justiça (impunidade). Justiça que tarda mas não falha, só a Divina.
As Obediências Maçônicas signatárias deste Manifesto reafirmam, assim, sua tradição, universal e histórica, de emprestar apoio aos direitos, aspirações e movimentos legítimos da sociedade.

Reafirma também o compromisso público assumido em 2007 e 2008, de oferecer combate à corrupção e a sua fidelidade aos princípios cívicos, como a ética, lealdade à sociedade e franca disposição de seguir na luta pelo resgate da dignidade no exercício do Poder.

Sob a égide do nosso lema Universal “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, pedem aos Maçons e brasileiros em acordo com nossa postura que venham a acessar nosso manifesto, que o divulguem por todos os meios ao seu alcance e expressem, com toda a veemência, o clamor que é comum dos Obreiros Maçons e de todos os cidadãos paulistas de bem: fora corruptos! Dignidade Já!

São Paulo, 07 de Setembro de 2009


Benedito Marques Ballouk Filho
Grão-Mestre Estadual do GOSP – Grande Oriente de São Paulo

Francisco Gomes da Silva
Grão-Mestre da GLESP – Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo

José Maria Dias Neto
Grão-Mestre do GOP – Grande Oriente Paulista

sábado, 8 de maio de 2010

PRINCÍPIOS E PRECEITOS

Princípios e Preceitos
Princípios e Preceitos


Ama a Humanidade.
Escuta a voz da natureza, que te brada: todos os homens são iguais, todos constituem uma única família.
Tem sempre presente que não só és responsável pelo mal que fizeres, mas pelo bem que deixaste de fazer.
Faz o bem pelo amor do próprio bem.
O verdadeiro culto consiste nos bons costumes e na prática das virtudes.
Escuta sempre a voz da consciência: é o teu juiz.
Trata de te conhecer; corrige os teus defeitos e vence as tuas paixões.
Nos teus atos mais secretos supõe sempre que tens todo o mundo por testemunha.
Ama os bons, anima os fracos, foge dos maus, mas não odeies ninguém.
Fala sobriamente com os teus superiores, prudentemente com os iguais, abertamente com os amigos, benevolamente com os inferiores, leal e sinceramente com todos.
Diz a verdade, pratica a justiça, procede com retidão.
Não lisonjeies nunca, é uma traição; se alguém te lisonjear toma cuidado não te corrompa.
Não julgues ao de leve as ações dos outros; louva pouco e censura ainda menos; lembra-te que para bem julgar os homens é preciso sondar as consciências e perscrutar as intenções.
Se alguém tiver necessidade, socorre-o; se se desviar da virtude, chama-o a ela; se vacilar, ampara-o; se cair, levanta-o.
Respeita o viajante; auxilia-o; a sua pessoa é sagrada para ti.
Foge a contendas, evita os insultos, obedece sempre à razão esclarecida pela ciência.
Lê, aproveita, vê e imita o que é bom, reflita e trabalha; faz quanto possas para o aperfeiçoamento da organização social, e assim, contribuirás para o bem coletivo.
Sê progressivo; estuda a ciência porque ela te conduzirá à verdade que tens por dever procurar.
Não te envergonhes de confessar os teus erros; provarás assim que és hoje mais sensato do que eras ontem e que desejas aperfeiçoar-te.
Moraliza pelo exemplo; sê obsequioso; tolera todas as crenças e todos os cultos, mas tem por dever lutar contra a superstição, o fanatismo e a reação, como os mais resistentes obstáculos ao progresso humano.
Educa e ensina; esclarece os outros com o teu conselho, inspirado pela circunspecção e pela benevolência.
Regozija-te com a justiça; insurge-te contra a iniquidade; sofre os azares da sorte, mas luta contra eles no intuito de os vencer.
Procede sempre de forma que a razão fique do teu lado.
Respeita a mulher; não abuses nunca da sua fraqueza; defende a sua inocência e a sua honra.
Ama a Pátria e a Liberdade; sê bom cidadão, bom marido, bom pai, bom filho, bom irmão e bom amigo.
Quando fores pai alegra-te, mas compreende a importância da tua missão. Sê um protetor fiel do teu filho; faz que até aos dez anos te obedeça, até aos vinte te ame, e até à morte te respeite. Até aos dez anos sê seu mestre, até aos vinte seu pai e até à morte seu amigo. Ensina-lhe bons princípios de preferência a belas maneiras; que te deva uma retidão esclarecida e não frívola elegância; fá-lo um homem honesto de preferência a um homem astuto.

Como timbre, inscreve no seu código fundamental: JUSTIÇA - VERDADE - HONRA - PROGRESSO.


Tem por divisa: LIBERDADE - IGUALDADE - FRATERNIDADE.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

CRIME E POLÍTICA

CRIME E POLÍTICA

Estamos no início de mais um ano, e partindo para o segundo ano da administração do “rei” e seus “súditos”. Infelizmente um cenário triste não tanto pelas dificuldades que sabemos serem normais em qualquer começo, mas triste pela inversão de valores que vivemos onde aqueles que deveriam nos servir, na verdade se servem de nós, e nos tratam como mero objeto, se apoderando do município como se fosse sua propriedade privada, considerando mais importante ser “autoridade” do que servidor, mesmo ao custo de vidas humanas e da paz social, com raras exceções. E é exatamente neste ponto que venho chamar a atenção de todos os munícipes e cidadãos honrados, e para o poder que temos em nossas mãos se unidos formos em busca de um mundo mais justo e perfeito, e com sabedoria, soubermos utilizar as leis e nossos direitos para darmos nosso recado a esses chamados políticos profissionais, e mostrarmos que todos os seus atos, mesmos os mais insignificantes na ótica dessas “autoridades”, também são passíveis de responsabilidade criminal enquanto servidores que são.

Aqui, surge a responsabilidade criminal direta do Prefeito Municipal, de seus Secretários, Diretores e demais comissionados. Apesar da Constituição Federal prever que essas escolhas deveriam respeitar os princípios da eficiência e da igualdade, o que vemos é a satisfação de interesses políticos e até econômicos na designação destes cargos, servindo parentes, amigos, correligionários e cabos eleitorias, pelo principio da relação pessoal, ignorando de forma criminal a exigência de qualificação compatível com o cargo que exercerá. Assim, estes ocupantes de cargos públicos não passam de mera propriedade do político responsável por sua indicação, com clara ofensa aos princípios da moralidade, da igualdade e da impessoalidade, pois critérios pessoais não podem ser determinantes para nenhum ato do município, e ocorrendo a nomeação de quaisquer pessoas com base em critérios puramente subjetivos como estamos vendo atualmente, sem qualquer relação com competência técnica requerida para o cargo, surge aqui o ato de improbidade administrativa, e principalmente, o crime de prevaricação previsto no código penal em seu artigo 319.

Assim, todo prefeito e seus escolhidos quando retardam ou deixam de praticar indevidamente qualquer ato de ofício, ou resolvem praticá-los contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesses ou sentimentos pessoais, estão sujeitos a pena de detenção e multa, além de ver interrompida sua carreira política. Assim, quando enfrentamos algum problema, e buscamos sermos servidos com respeito e cidadania pela administração, ou seja, vamos até a prefeitura falar com um secretário, diretor ou até mesmo o Prefeito se isso for humanamente possível, e ao invés de sermos recebidos com educação e interesse de servir, somos ignorados e menosprezados, temos aqui a nossa arma, pois comete crime de prevaricação aquele que nomeou alguém para aquele cargo em comissão, considerando apenas questões político-pessoais e “qualificações” que não eram restritas as atribuições do cargo, e com isso, gerando por sua culpa e até possível dolo, danos irreparáveis a população. Nós cidadãos não devemos temer nenhum governo, devemos nos unir e juntos usar nossa força para que estes servidores cumpram sua função, e talvez, quando estarem respondendo centenas de processos criminais por prevaricação e improbidade, e estejam sentados no banco dos réus, entendam o verdadeiro significado da palavra servidor, e vejam que vivemos o início de um novo Brasil, não mais tolerante e passivo a traidores, não mais covarde e fraco, mas sim brasileiros fortes e conscientes, um movimento popular em busca de justiça, respeito, e honra a sagrada mãe Brasil.

Este texto é de autoria do meu grande amigo e irmão Fabio Feldman – Ex-Diretor da GAMA, Advogado e Especialista Internacional em Segurança.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

190: Novo telefone Serviço Atendimento Cliente

Era uma vez dois passageiros chegando no Aeroporto de Congonhas na cidade de São Paulo.

Chegam ao balcão da companhia aérea com 90 minutos de antecedência do vôo. Entregam documentos de identidade e o bilhete aéreo, comprado há dias atrás.

Após falar bom dia, a atendente da companhia aérea, informa que devido a um problema no vôo do dia anterior, os passageiros foram reescalonados, ou seja, os que não embarcaram no dia anterior, embarcam hoje. Assim os passageiros que acabaram de chegar, só vão embarcar a tarde ou no próximo dia.

Os passageiros explicam que não podem aceitar pois tem compromisso profissional na cidade de destino. E ainda questionam, por que a companhia não os informou se este foi o procedimento, desde o dia anterior.

Sem resposta e ouvindo da atendente; “este é o procedimento” pediram para conversar com o supervisor do aeroporto para explicar sobre o compromisso marcado.

O supervisor aparece sorrindo. Mal ouve os passageiros e pergunta se querem que ele ligue para as pessoas com quem os passageiros tem o compromisso.

Os passageiros se dão conta que no aeroporto não tem mais possibilidades de serem ouvidos, então decidem se dirigir para o escritório central da companhia aérea.

Ao chegar no escritório central, solicitam que sejam atendidos por um profissional da empresa que possa solucionar o “agora” problema deles.

A recepcionista telefona para uma série interminável de ramais e informa aos passageiros, que infelizmente não tem ninguém que possa falar com eles, uma vez que os canais de atendimento são “eletrônicos” e não pessoais.

Os passageiros então ligam para um número mágico: 190. Em poucos minutos chega uma viatura da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

O movimento na recepção da empresa se modifica. Seguranças agora comparecem em maior número, e de repente, não mais que de repente, aparece a advogada da empresa.

Ou seja, quando o assunto é falar com clientes, o profissional em destaque é um advogado.

Assim, com a presença dos policiais, a representante da companhia aérea, ouviu “os clientes” e pode resolver a questão.

Bem, após ouvir esta “história” em uma sala de reunião, fico pensando se não é hora de avisar o Comandante da Polícia Militar para aumentar o orçamento da Equipe do 190, pois parece que eles vão ter muito mais trabalho em 2010.

Meu amigo André Passos tem toda a razão!!!!!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

SER PROFISSIONAL

Um profissional é o somatório de sua genética com o que aprendeu na família, na escola, na comunidade e nas empresas onde trabalhou. Tenho conhecido muitas pessoas com genética boa, mas com maus hábitos, o que acaba por prejudicá-las em suas carreiras. São pequenas mas desagradáveis atitudes que atrapalham muita gente e que acabam por desqualificar bons funcionários. Não basta ter conhecimentos técnicos ou gerenciais, é necessário APRENDER A TRABALHAR. Raramente se ensina para alguém como trabalhar e isto independe da atividade de cada um. Vale para qualquer profissão. Vejamos alguns hábitos muito ruins e freqüentes em nossos profissionais:

1. NÃO ANOTAR: em alguns cursos, da vontade de interromper as aula e dizer para minha platéia, quando ela não toma nota de nada: "Vocês não estão assistindo a um show".(Rss) Isto é um treinamento/reunião e quanto mais agente anota maior é a possibilidade de aprender,e com certeza mais vocês aprenderão. Não adianta ficar de braços cruzados apenas "ouvindo".

2. NÃO UTILIZAR AGENDA: Nós ficamos muito desapontado quando pedimos algo para uma pessoa ou quando marcamos uma reunião e ela não toma nota na agenda. Este mau hábito demonstra pouco caso com o compromisso assumido e aumenta a probabilidade do esquecimento.

3. NÃO OUVIR: hábito deplorável, muito comum em diretores e presidentes (dirigentes pártidários então) Quando você fala mais do que ouve, você pára de aprender e fica obsoleto. Ouvir o que outros falam é uma atitude que demonstra inteligência e respeito.

4. NÃO DAR RETORNO: se um profissional não pode atender ao telefone ou responder imediatamente um e-mail, deve fazê-lo o mais rápido possível, preferencialmente no mesmo dia. Conheço pessoas que jamais dão retorno. Você tem que ligar uma segunda vez.

5. NÃO SER PONTUAL: péssimo hábito, identificador de absoluta falta de respeito. Há pessoas que SEMPRE se atrasam. Observe a cara ridícula desta gente quando entra em uma reunião ou em um curso e atrapalha a todos!

6. NÃO TER O MÍNIMO DE ETIQUETA - manifestar PRECONCEITOS, RACISMOS, atender o celular no meio de um curso, manter conversas paralelas em uma reunião.

7. NÃO LER NEM ESTUDAR: profissionais que não sabem pesquisar nem ler nem estudar não são profissionais. São amadores que devem ser ajudados e se for o caso descartados. Uma empresa não progride com gente ignorante, em posições de comando em sua equipe.

8. SER DEFINITIVO DEMAIS: é a característica do burro por convicção. Ele tem opiniões formadas sobre todos os assuntos e jamais se permite análise crítica. Como "sabe tudo", não aprende nada e permanece mergulhado em uma ignorância profunda.

9. NÃO PERDER A PIADA: são aqueles caras engraçados que fazem todo mundo rir. Um circo de segunda classe talvez fosse o lugar mais adequado para esta gente. Ter bom humor é fundamental, mas estar sempre rindo e contando piadas (especialmente se for para debochar dos colegas ou da própria empresa) é característica de alguma patologia que mereceria ser investigada por um psiquiatra.

10. NÃO SE PREPARAR PARA UMA REUNIÃO: são profissionais que vão para reuniões e para cursos "de mãos abanando", sem qualquer tipo de preparo. Atitude ruim e negativa, que prejudica a produtividade das atividades e atrapalha o grupo.

11. PROCRASTINAR: o popular "empurrar com a barriga". São os preguiçosos que sempre deixam algo para amanhã. Não fazem nada rápido e não tem senso de urgência.

12. SER ADEPTO DE FOFOCAS: expor a própria vida privada e a dos outros. A fofoca, embora possa parecer inofensiva, tem efeitos muito nocivos na produtividade e no ambiente de trabalho.

13. NÃO TER A VIDA FINANCEIRA ORGANIZADA: aquela velha máxima de deixar os problemas pessoais "atrás da porta" quando se entra no trabalho não funciona. Quem tem a vida financeira e pessoal desorganizada é um profissional com dificuldades, que frequentemente perde o foco e a capacidade de concentração no trabalho.

14. NÃO CUIDAR DA SAÚDE; noitadas, excesso de peso e falta de preparo físico não prejudicam apenas atletas, prejudicam qualquer profissional. Em um corpo cansado ou doente não existe lugar para o aprendizado e para a produção de boas atividades. Pessoas que fumam têm este problema. Simples assim!

15. NÃO CUMPRIR COMPROMISSOS: se você precisa entregar um trabalho em uma data definida, você deve entregar, nada menos do que isto. Não cumprir prazos é fatal para um profissional. Não tem tempo? . Se não há tempo durante o horário normal, faça após, mas faça!

"Ensinar a trabalhar!" Talvez seja a peça que está faltando no currículo das escolas e dos MBAs, no treinamento das empresas e nas conversas entre pais e filhos.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A MAÇONARIA NÃO DEVERIA EXISTIR

A MAÇONARIA NÃO DEVERIA EXISTIR

Dia desses um irmão foi acompanhar uma sindicância de um menino de 14 anos, pretendente a ser iniciado na Ordem DeMolay no Capítulo do qual faz parte.

Estávam em um grupo de 4 pessoas para esta sindicância. Além dele, foram seu filho e mais dois DeMolays.

Chegaram na casa do menino e a sindicância começou como começam todas as
sindicâncias, os DeMolays explicando ao candidato o que é a Ordem, como ela
se iniciou, seus preceitos, as virtudes que são cultuadas, etc, etc...

Na sua posição de Tio, só escutava as explicações, acompanhava as
perguntas curiosas e as respostas bem fundamentadas.

Porém, percebia que o candidato ficava incomodado com as respostas e
acabava questionando com mais ênfase determinados pontos até que ele
perguntou:

- Ok, vocês me explicaram que a Ordem DeMolay prega o respeito a Pai e Mãe,
quer que sejamos cidadãos patriotas, tolera e respeita todas as religiões e
etc, mas eu não preciso ser DeMolay para fazer isso, pois isso é que meus
pais têm me ensinado desde pequeno. Então, por que eu precisaria ser
iniciado na Ordem para continuar fazendo o que eu já faço?

Se não fosse a seriedade do momento teria sido engraçado, pois tanto seu
filho quanto os outros dois DeMolays ficaram com aquela cara de putz, é
verdade, eu não tinha pensado nisso. E agora, o que eu respondo?

Aí todo mundo olhou para esse meu irmão, esperando uma ajuda na resposta e ele foi
obrigado a dizer algo. Mas eu acho que eles não esperavam a resposta dada.

Disse ele assim:

- Sabe, eu já me fiz essa pergunta algumas vezes e só pude concluir uma
coisa: A Maçonaria não deveria existir, assim como a Ordem DeMolay também
não deveria existir”.

Nossa!!! a cara de pânico dos meninos era hilária, contou. No mínimo eles pensaram
Este cara ficou doido. A gente vem tentar trazer mais um membro para nossa
Ordem e ele diz que ela deveria acabar? Ele deve ter ficado maluco.

Aí ele de continuar a explicar sua “teoria”:

- Na verdade as pessoas não deveriam precisar ser lembradas a todo momento
que elas devem ter respeito pelo seu país, sua família ou ao próximo. Aliás
deveria ser a coisa mais normal do mundo nós nos reunirmos para arrecadar
fundos para ajudar um orfanato. Aliás, mas aliás mesmo, se o mundo fosse
diferente, nem deveriam existir orfanatos, pois não deveriam existir
crianças abandonadas pelos pais.

Nós deveríamos sair à rua e não deveria ser normal querermos brigar com o
motorista de outro carro por causa de uma vaga para estacionar.

Ninguém deveria desconfiar da honestidade de outra pessoa, porque a
desonestidade não deveria existir.

Eu não deveria colocar portões na minha casa e me fechar dentro de uma
gaiola para evitar ser assaltado, porque a violência não deveria existir.

Ninguém deveria temer sair de casa com a camisa do seu time de futebol
preferido, com medo de ser espancado até a morte por uma meia dúzia de
imbecis que usam uma camisa de outro time.

Mas, infelizmente, este mundo que acabei de comentar não existe e somos
expostos diariamente a tantas influências negativas que temos de procurar
uma forma de nos unirmos a pessoas que ainda cultuam algum tipo de preceitos
e valores morais e que pensem como nós. E para isso que existe a Maçonaria e
a Ordem DeMolay, por exemplo.

Lá somos lembrados a continuar usando tudo de bom que aprendemos com nossos
pais e nos são relembrados alguns outros valo res que acabamos esquecendo
com a correria da vida.

No dia que o ser humano aprender a respeitar ao próximo eu proponho o fim da
Maçonaria e de todas as Ordens semelhantes. Enquanto isso seria um prazer
ter você conosco.

Hoje, aquele candidato não é mais candidato, pois foi iniciado DeMolay logo
depois.

Mas o que mais o deixou feliz foi escutar esta teoria repetida por um
dos meninos que estavam participando daquela sindicância para outro
candidato à Ordem DeMolay, dias depois. Ou seja, até que esta teoria não éra
tão maluca assim, pois mais alguém concorda com ela.

EU SOU UM DOS QUE CONCORDA COM ESSA TEORIA, EM GËNERO, NUMERO E GRAU!!!!!

domingo, 8 de novembro de 2009

O GRANDE DUELO ENTRE O PODER E O DEVER

O GRANDE DUELO ENTRE O “PODER” E O “DEVER”.

Fim de ano!!! 2009 já se vai. Um ano da nova administração pública, dos novos e velhos vereadores e deputados também.
Muita coisa boa, mas podia ser muito melhor. Ano Novo, Vida Nova!!! ... Não é bem assim. Não pode ser só assim.
Nossa vida de simples cidadãos continua e continuará a mesma se não optarmos por exigir respeito e o cumprimento do DEVER daqueles que tem o PODER. PODER político, DEVER de obrigação de fazer o seu papel com lealdade, imparcialidade e compromisso.
Ano que vem, 2010, será um ano de eleições novamente. Mais uma vez vamos às urnas e vamos decidir quem vai ter o PODER para cumprir um DEVER.
Ter o PODER é fácil, já que basta ter influência ou dinheiro, ou as duas coisas. Ter PODER de ser candidato a Deputado é muito mais que ter dinheiro ou padrinho de campanha. Ser candidato a Deputado é ter o DEVER de demonstrar antes das eleições, competência, honestidade, conhecimento, capacidade e moral.
Ter compromisso com o DEVER é o que vai diferenciar os candidatos da próxima eleição. Não basta vir a público ostentado beleza, boa fala, projetos e mais projetos que nunca saíram do papel, histórico político forjado na base de promessas e idéias mirabolantes que nunca se concretizam. Projetos??? ... Temos muitos que por meio do “cola e copia” se tornaram leis municipais ou estaduais, mas que na pratica de nada servem.
De agora até as eleições de 2010, temos tempo, não muito, mas o suficiente para conhecermos e apoiarmos aqueles que verdadeiramente vão receber de nós, o PODER para cumprir o DEVER de nos representar de forma Justa e Perfeita!!!
Vitoriosos entre o PODER e o DEVER, necessariamente temos que ser nós, Cidadãos, pois sabemos que nem tudo o que é direito é justo, e por isso temos que nos preparar muito para escolher bem, não aquele que apenas tem o direito de estar lá, mas aquele que vai honrar seu compromisso conosco e fazer o melhor para todos.

Guaraci oliveira

domingo, 1 de março de 2009

ÁLCOOL E DROGAS NO AMBIENTE DE TRABALHO

CURSO - "CONHECER PARA EVITAR - O uso e abuso de álcool e outras drogas no ambiente de trabalho"
Antigos textos literários e religiosos mostram que, em todas as épocas e lugares, os seres humanos deliberadamente usaram (e abusaram de) substâncias capazes de modificar o funcionamento do sistema nervoso, induzindo sensações corporais e estados psicológicos alterados. Estudos com usuários de álcool e outras drogas mostram que alguns deles começam utilizar em função de pressões sociais ou como resposta a situações estressantes em suas vidas, em especial no ambiente de trabalho. Uma vez iniciado o comportamento de consumo do álcool ou das drogas, a recompensa psicofisiológica induzida, por condicionamento, tende a fixar esta forma de se comportar. Outros, ao contrário, parecem ser levados por uma compulsão interna ao uso e abuso de bebidas alcoólicas, tabaco e drogas ilícitas.
O curso aborda a relação do indivíduo com as substâncias psicoativas que podem assumir padrões de utilização altamente disfuncionais, com prejuízos biológicos, psicológicos e sociais, além de sério agravamento dos riscos dos acidentes laborais, o que justifica os esforços para se difundir informações básicas e confiáveis a respeito de um dos maiores problemas mundiais de saúde pública, que afeta de modo direto ou indireto, a qualidade de vida de todo ser humano. - (Guaraci Oliveira)
Veja abaixo os principais tópicos desse treinamento:
• 1 - DROGAS – CLASSIFICAÇÃO E EFEITOS NO ORGANISMO
• 2 - EXPERIMENTAÇÃO, USO, ABUSO E DEPENDÊNCIA
• 3 - O USO DE DROGAS PSICOTRÓPICAS NO BRASIL
• 4 - COMPLICAÇÕES CLÍNICAS E PSIQUIÁTRICAS
• 5 - PREVENÇÃO
• 6 - ÁLCOOL E REDUÇÃO DE DANOS NO AMBIENTE DE TRABALHO
• 7 - ANÁLISES TOXICOLÓGICAS E PROGRAMAS DE PREVENÇÃO
• 8 - ABORDAGEM, ATENDIMENTO E REINSERSÃO SOCIAL
• 9 - POLÍTICAS PÚBLICAS E LEGISLAÇÃO
• 10 - ART. 482, ALÍNEA "F", DA CLT

DURAÇÃO DE 08 HORAS

VALOR POR PARTICIPANTE R$180,00

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES PELOS FONES 19.3601.4021 / 9208.6630

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

LICITAÇÕES - UM UNIVERSO DE GRANDES NEGÓCIOS PARA OS PEQUENOS EMPRESÁRIOS

LICITAÇÕES – Um universo de grandes negócios para os pequenos empresários.

Vamos falar um pouco sobre o “monstro” imaginário criado, dentro das relações empresa/clientes públicos, as LICITAÇÕES.
Criada para dar transparências aos processos de aquisições públicas, as Licitações por vezes são vistas como um simples meio, de agentes corruptos e inescrupulosos, obterem para si, vantagens nas compras das Prefeituras, Estados ou União. Infelizmente isso é uma meio-verdade. Vamos então, excluir, essa metade ruim regida por futuros presidiários, pois temos que acreditar num futuro melhor, e vamos nos ater a parte boa dos negócios públicos.
O Brasil é hoje, o segundo maior gerador de negócios públicos do mundo, só perdendo para os USA. Só para se ter uma idéia dos valores envolvidos, o Estado do Espírito Santo, segundo dados do SEBRAE, movimentou em compras públicas a importância de 700 milhões de Reais de janeiro a outubro de 2007.
Todas as empresas, independentemente do porte, tem o direito de participar dos negócios públicos, diga-se de passagem, em especial as micro-empresas que tem até uma legislação especifica que as trata com um diferencial muito positivo em relação as empresas de maior poder de “fogo”.
É enorme o numero de licitações consideradas “desertas”, ou seja, aquelas em que nenhuma empresa se apresentou para participar e, analisando-se o comercio e industrias local, bem como os editais abertos pelas diversas prefeituras da região, chega-se a conclusão que muitos negócios poderiam ser realizados dentro dos municípios e seus vizinhos. Esses negócios não acontecem por dois motivos: Um, a falta de interesse dos entes públicos em “ir até onde estão os fornecedores”, através da promoção de rodadas de conhecimento entre compradores e vendedores, mantendo assim uma distancia de interesses onde me parece que a idéia é que exclusivamente o comprador é que tem que “correr” atrás da prefeitura. Dois, a falta de conhecimento por parte dos empresários de seus direitos, obrigações e tramites legais, para uma boa negociação junto a esse enorme mercado comprador.
Mais uma vez, se faz necessário um maior envolvimento dos empresários para com os profissionais de Consultoria, aptos e capacitados, mas necessáriamente aqueles habilitados, e que podem proporcionar-lhes a devida orientação e treinamento que acarretam novas oportunidades de negócios.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

CONSULTORIA: TREINAMENTO & APERFEIÇOAMENTO NA GESTÃO DE PESSOAS e NEGÓCIOS

Através de análises do perfil de empresas e empresários, atuando como Consultor em diversos ramos, seja da industria ou do comercio, podemos afirmar que algumas empresas, principalmente as micro, pequenas e médias, ainda vêem os trabalhos de consultoria como um “monstro” impossível de ser domado. Ledo engano.
Hoje, com foco direcionado para esse segmento, alguns profissionais se especializaram em atender essa demanda e auxiliar os empresários na árdua tarefa de conquistar os clientes internos e externos.
Mediante agendamento, num primeiro bate papo entre consultor e empresário, é possível se projetar e escrever as primeiras linhas de um trabalho sob medida, com custos normalmente muito menores do que se imagina. O “mostro” não é tão feio quanto se pinta e os resultados satisfazem plenamente as expectativas.
Nesse sentido, com a experiência adquirida e o apoio de toda a equipe e parceiros da Consultoria Guaraci Oliveira, vamos abordar esse tema bastante polêmico, mas muito interessantes e que é síntese de um de nossos cursos.
“AÇÃO PREVENTIVA – Como evitar as Ações Judiciais Trabalhistas”:
Ao longo dos últimos anos, temos visto um numero cada vez maior de empreendedores, que em determinado momento ingressam na vida empresarial e montam seu próprio negócio. Tudo vai muito bem, enquanto se tem em caixa o capital inicial e a garra do principiante. As coisas mudam de figura, quando se dão conta de todos os compromissos de um negócio, grande ou pequeno, pesam sobre os ombros desse empreendedor, principalmente no que se refere a Gestão de Pessoas, antigamente chamado de RH(Recursos Humanos) nas grandes empresas. Hoje, necessário se faz tratarmos da Gestão de Talentos.
Essa relação deveria ser baseada num contrato de vontades, acontece, porém, que na maioria das vezes, esse contrato não é corretamente elaborado ou administrado, fazendo com que as partes não tenham a sua justa contrapartida. Destaque-se aqui, que ambos os lados ficam a mercê de situações que não quiseram provocar.
Sabendo-se que ninguém trabalha com uma reserva para “passivos trabalhistas” é comum vermos empresas que em determinado momento já estão tão comprometidas com irregularidades que acarretarão indenizações trabalhistas, que o próprio negócio deixa de ser viável. Essa situação, infelizmente é muito comum.
Por exemplo: um pequeno comércio que tem em seu quadro 5 ou 6 vendedoras... é muito fácil pelo fato do empregador pagar “por fora” as comissões sobre as vendas, que esses funcionários passem a ter o direito de ver essas comissões incorporadas ao seu salário e, por conseqüência, aquilo que era um incentivo para as vendas, por ser mal administrado, passa a ser um passivo trabalhista acumulado com o decorrer do tempo. Também, podemos citar aqui, os desastrosos “acordos de compensação de horas” que comumente não seguem a competente legislação e só aparecerão ao se romper um contrato, seja por vontade de qualquer parte que for.
Para essas situações, existem providencias simples e legais, que numa atuação ética e correta, podem ser aplicadas tirando o empresário de muitas “ciladas” do cotidiano, porém, é necessário a orientação de um profissional preparado para apaziguar os direitos e deveres de ambos os lados, quais sejam, empregados e empregadores.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

MENSAGEM DE NATAL

MENSAGEM DE NATAL

Comemorar o Natal é homenagear o divino aniversariante, o homem de Nazaré, unindo os corações e colocando em prática o seu maior mandamento: “amar a Deus nosso pai acima de tudo, pois ele nos oferta diariamente tudo o que há de bom, útil e belo na natureza deste planeta, e amar ao próximo como a nós mesmos, desejando-lhes aquilo que gostaríamos de receber”. Assim estaremos praticando o seu santo Evangelho, a caminho da Luz.
Ninguém até hoje conseguiu realizar um acontecimento de grandiosa amplitude. Jesus de Nazaré foi tão importante para a espiritualização de nossas vidas, que dividiu a história da “humanidade” em antes e depois dele.

No transcorrer do ano, sempre em busca do reto cumprimento dos nossos deveres e do apôio indispensável à família, vamos levando a vida com alegrias, tristezas, momentos de dor e de felicidade, situações indispensáveis ao nosso próprio progresso evolutivo.

O Natal é uma festa de amor, congratulações, desejos e abraços. Dia propício para reconciliações. Os dias que antecedem o natal nos ofertam um clima de alegria, nos sentimos mais festivos, procuramos pessoas amigas para abraçar e desejar sempre o melhor.

O Natal é uma festa de luz material que satisfaz e alegra a nossa visão, e luz espiritual que ilumina o nosso coração pela grandiosidade de sua data, o aniversário do divino mestre Jesus.

No Natal, a fraternidade que se achava hibernada em nós, se extrapola e nos faz mais compreensivos com as dificuldades financeiras dos mais humildes.

Todavia, no instante em que a humanidade começa a pensar no divino rabi da Galiléia, a luz da divina data, convida a todos os irmãos, filhos de um mesmo Deus, a socorrerem as famílias necessitadas com alimentos, roupas e demais suprimentos, acompanhado de um abraço fraterno, que fortalece os corações sedentos de caridade.

A caridade se fazendo presente, envolve todo o planeta na atmosfera de amor do divino mestre, e as pequeninas luzes da esperança ao se acenderem, de casa em casa, de cidade em cidade, anunciam a chegada do messias com suas mensagens de Luz que iluminam nossas vidas e nossas almas.

Comemorar o natal, é amar ao próximo, é dar amparo aos que necessitam, fazer prece aos doentes, agradecer ao pai celestial pelas bênçãos recebidas durante o ano que se finda.

Por isso, amigos e Irmãos, comemorar o natal é mais do que reunir a família em torno de uma mesa farta, quando outros estão sem o mínimo necessário para saciar a fome, é evitar que as lágrimas rolem pelos seus rostos calcinados pela dor e tristeza.

Viver o natal é transformar as tristezas e as lágrimas em sorrisos de alegrias, dividir o próprio prato com o irmão faminto, estender a mão sem cobrança futura e humilhação presente.

Viver o natal é dividir a tua luz íntima com o infeliz que vive nas trevas da tristeza.

Desejamos ter a paz agasalhada em nossos corações e nos corações de todos os povos, para que possamos olhar os nossos semelhantes nos olhos, sem medo de ali encontrarmos um inimigo, um desafeto, um malfeitor. Desejamos ter saúde que nos dê resistência física para prosseguir incólumes aos nossos compromissos materiais, filantrópicos e espirituais.

No natal desejamos que todos se façam felizes, mas é bom lembrarmos que, “felicidade é fruto que colhemos da felicidade que plantamos”. Esse é o natal que devemos cultivar para nós, e para toda a humanidade.

Ano novo... é a festa da esperança

Esperança que alegre o nosso coração, para que a Paz habite o nosso lar, sossegando os ânimos num fraterno abraço.

Esperança para que o nosso sonho se realize. Que ao abraçarmos as pessoas queridas, escolhidas para a formação do nosso lar, possamos sentir a alegria, que saindo do nosso coração umedeça os nossos olhos com as lágrimas da felicidade.

Esperança no amor que deverá chegar a qualquer momento para aqueles que caminham só, angustiados pela solidão.

Esperança por um mundo melhor, onde todos possam se compreender, onde a fraternidade consolide a igualdade entre todos os povos. Somente assim poderemos ter e também ofertar, um

Feliz natal e um próspero e feliz ano novo,

A TODOS ...com muita luz, paz, união, saúde, sabedoria, segurança, força, lealdade e harmonia.

REFLEXÃO - TESE DE MESTRADO NA USP

'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse
critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.


O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali,
constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres
invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu
comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma
percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de
R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não
como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP
passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes,
esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me
ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',
diz.
Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações
diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E
encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.

Diário - Como é que você teve essa idéia?
Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor
José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de
avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de
atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem
acadêmica. Então, basicamente, profissões das classes pobres.

Com que objetivo?
A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de
trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena
pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles
estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai
ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e
as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis.
Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a
aproximação?

Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um
estudante fazendo pesquisa?
Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal.
Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo
funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas
os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa
típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos
em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial,
porque muitos garis ali são brancos também. Você tem uma série de
fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos,
o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como
gesticulamos.. Os garis conseguem definir essa diferenças com algumas frases que
são simplesmente formidáveis.

Dê um exemplo.
Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos
garis.
De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade,
subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão.
O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas
situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de
passar, virou-se pra mim e começou a falar: 'É Fernando, quando o
sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não.
Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra
classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está
esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho
olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a
peãozada, segurando a pastinha na mão'.

Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era
diferente?
Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de
trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari.
Fui tratado de uma forma completamente diferente. Os garis são
carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se
eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba,
quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder
viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram
me tratando diferente.
As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava
reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um
serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a
vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando
a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem
socioeconômica deles.

Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?
Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.

Eles testaram você?
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma
garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha
caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra
classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns
se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo
pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e
serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num
grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei
o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e
claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de
refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem
barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada,
parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar
comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí
eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo
andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na
biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei
em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse
trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O
meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da
cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar,
não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a
situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se
aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar
por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse
passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito
que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses
homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa
deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são
tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.


*Ser IGNORADOé uma das piores sensações que existem na vida!