domingo, 8 de novembro de 2009

O GRANDE DUELO ENTRE O PODER E O DEVER

O GRANDE DUELO ENTRE O “PODER” E O “DEVER”.

Fim de ano!!! 2009 já se vai. Um ano da nova administração pública, dos novos e velhos vereadores e deputados também.
Muita coisa boa, mas podia ser muito melhor. Ano Novo, Vida Nova!!! ... Não é bem assim. Não pode ser só assim.
Nossa vida de simples cidadãos continua e continuará a mesma se não optarmos por exigir respeito e o cumprimento do DEVER daqueles que tem o PODER. PODER político, DEVER de obrigação de fazer o seu papel com lealdade, imparcialidade e compromisso.
Ano que vem, 2010, será um ano de eleições novamente. Mais uma vez vamos às urnas e vamos decidir quem vai ter o PODER para cumprir um DEVER.
Ter o PODER é fácil, já que basta ter influência ou dinheiro, ou as duas coisas. Ter PODER de ser candidato a Deputado é muito mais que ter dinheiro ou padrinho de campanha. Ser candidato a Deputado é ter o DEVER de demonstrar antes das eleições, competência, honestidade, conhecimento, capacidade e moral.
Ter compromisso com o DEVER é o que vai diferenciar os candidatos da próxima eleição. Não basta vir a público ostentado beleza, boa fala, projetos e mais projetos que nunca saíram do papel, histórico político forjado na base de promessas e idéias mirabolantes que nunca se concretizam. Projetos??? ... Temos muitos que por meio do “cola e copia” se tornaram leis municipais ou estaduais, mas que na pratica de nada servem.
De agora até as eleições de 2010, temos tempo, não muito, mas o suficiente para conhecermos e apoiarmos aqueles que verdadeiramente vão receber de nós, o PODER para cumprir o DEVER de nos representar de forma Justa e Perfeita!!!
Vitoriosos entre o PODER e o DEVER, necessariamente temos que ser nós, Cidadãos, pois sabemos que nem tudo o que é direito é justo, e por isso temos que nos preparar muito para escolher bem, não aquele que apenas tem o direito de estar lá, mas aquele que vai honrar seu compromisso conosco e fazer o melhor para todos.

Guaraci oliveira

domingo, 1 de março de 2009

ÁLCOOL E DROGAS NO AMBIENTE DE TRABALHO

CURSO - "CONHECER PARA EVITAR - O uso e abuso de álcool e outras drogas no ambiente de trabalho"
Antigos textos literários e religiosos mostram que, em todas as épocas e lugares, os seres humanos deliberadamente usaram (e abusaram de) substâncias capazes de modificar o funcionamento do sistema nervoso, induzindo sensações corporais e estados psicológicos alterados. Estudos com usuários de álcool e outras drogas mostram que alguns deles começam utilizar em função de pressões sociais ou como resposta a situações estressantes em suas vidas, em especial no ambiente de trabalho. Uma vez iniciado o comportamento de consumo do álcool ou das drogas, a recompensa psicofisiológica induzida, por condicionamento, tende a fixar esta forma de se comportar. Outros, ao contrário, parecem ser levados por uma compulsão interna ao uso e abuso de bebidas alcoólicas, tabaco e drogas ilícitas.
O curso aborda a relação do indivíduo com as substâncias psicoativas que podem assumir padrões de utilização altamente disfuncionais, com prejuízos biológicos, psicológicos e sociais, além de sério agravamento dos riscos dos acidentes laborais, o que justifica os esforços para se difundir informações básicas e confiáveis a respeito de um dos maiores problemas mundiais de saúde pública, que afeta de modo direto ou indireto, a qualidade de vida de todo ser humano. - (Guaraci Oliveira)
Veja abaixo os principais tópicos desse treinamento:
• 1 - DROGAS – CLASSIFICAÇÃO E EFEITOS NO ORGANISMO
• 2 - EXPERIMENTAÇÃO, USO, ABUSO E DEPENDÊNCIA
• 3 - O USO DE DROGAS PSICOTRÓPICAS NO BRASIL
• 4 - COMPLICAÇÕES CLÍNICAS E PSIQUIÁTRICAS
• 5 - PREVENÇÃO
• 6 - ÁLCOOL E REDUÇÃO DE DANOS NO AMBIENTE DE TRABALHO
• 7 - ANÁLISES TOXICOLÓGICAS E PROGRAMAS DE PREVENÇÃO
• 8 - ABORDAGEM, ATENDIMENTO E REINSERSÃO SOCIAL
• 9 - POLÍTICAS PÚBLICAS E LEGISLAÇÃO
• 10 - ART. 482, ALÍNEA "F", DA CLT

DURAÇÃO DE 08 HORAS

VALOR POR PARTICIPANTE R$180,00

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES PELOS FONES 19.3601.4021 / 9208.6630

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

LICITAÇÕES - UM UNIVERSO DE GRANDES NEGÓCIOS PARA OS PEQUENOS EMPRESÁRIOS

LICITAÇÕES – Um universo de grandes negócios para os pequenos empresários.

Vamos falar um pouco sobre o “monstro” imaginário criado, dentro das relações empresa/clientes públicos, as LICITAÇÕES.
Criada para dar transparências aos processos de aquisições públicas, as Licitações por vezes são vistas como um simples meio, de agentes corruptos e inescrupulosos, obterem para si, vantagens nas compras das Prefeituras, Estados ou União. Infelizmente isso é uma meio-verdade. Vamos então, excluir, essa metade ruim regida por futuros presidiários, pois temos que acreditar num futuro melhor, e vamos nos ater a parte boa dos negócios públicos.
O Brasil é hoje, o segundo maior gerador de negócios públicos do mundo, só perdendo para os USA. Só para se ter uma idéia dos valores envolvidos, o Estado do Espírito Santo, segundo dados do SEBRAE, movimentou em compras públicas a importância de 700 milhões de Reais de janeiro a outubro de 2007.
Todas as empresas, independentemente do porte, tem o direito de participar dos negócios públicos, diga-se de passagem, em especial as micro-empresas que tem até uma legislação especifica que as trata com um diferencial muito positivo em relação as empresas de maior poder de “fogo”.
É enorme o numero de licitações consideradas “desertas”, ou seja, aquelas em que nenhuma empresa se apresentou para participar e, analisando-se o comercio e industrias local, bem como os editais abertos pelas diversas prefeituras da região, chega-se a conclusão que muitos negócios poderiam ser realizados dentro dos municípios e seus vizinhos. Esses negócios não acontecem por dois motivos: Um, a falta de interesse dos entes públicos em “ir até onde estão os fornecedores”, através da promoção de rodadas de conhecimento entre compradores e vendedores, mantendo assim uma distancia de interesses onde me parece que a idéia é que exclusivamente o comprador é que tem que “correr” atrás da prefeitura. Dois, a falta de conhecimento por parte dos empresários de seus direitos, obrigações e tramites legais, para uma boa negociação junto a esse enorme mercado comprador.
Mais uma vez, se faz necessário um maior envolvimento dos empresários para com os profissionais de Consultoria, aptos e capacitados, mas necessáriamente aqueles habilitados, e que podem proporcionar-lhes a devida orientação e treinamento que acarretam novas oportunidades de negócios.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

CONSULTORIA: TREINAMENTO & APERFEIÇOAMENTO NA GESTÃO DE PESSOAS e NEGÓCIOS

Através de análises do perfil de empresas e empresários, atuando como Consultor em diversos ramos, seja da industria ou do comercio, podemos afirmar que algumas empresas, principalmente as micro, pequenas e médias, ainda vêem os trabalhos de consultoria como um “monstro” impossível de ser domado. Ledo engano.
Hoje, com foco direcionado para esse segmento, alguns profissionais se especializaram em atender essa demanda e auxiliar os empresários na árdua tarefa de conquistar os clientes internos e externos.
Mediante agendamento, num primeiro bate papo entre consultor e empresário, é possível se projetar e escrever as primeiras linhas de um trabalho sob medida, com custos normalmente muito menores do que se imagina. O “mostro” não é tão feio quanto se pinta e os resultados satisfazem plenamente as expectativas.
Nesse sentido, com a experiência adquirida e o apoio de toda a equipe e parceiros da Consultoria Guaraci Oliveira, vamos abordar esse tema bastante polêmico, mas muito interessantes e que é síntese de um de nossos cursos.
“AÇÃO PREVENTIVA – Como evitar as Ações Judiciais Trabalhistas”:
Ao longo dos últimos anos, temos visto um numero cada vez maior de empreendedores, que em determinado momento ingressam na vida empresarial e montam seu próprio negócio. Tudo vai muito bem, enquanto se tem em caixa o capital inicial e a garra do principiante. As coisas mudam de figura, quando se dão conta de todos os compromissos de um negócio, grande ou pequeno, pesam sobre os ombros desse empreendedor, principalmente no que se refere a Gestão de Pessoas, antigamente chamado de RH(Recursos Humanos) nas grandes empresas. Hoje, necessário se faz tratarmos da Gestão de Talentos.
Essa relação deveria ser baseada num contrato de vontades, acontece, porém, que na maioria das vezes, esse contrato não é corretamente elaborado ou administrado, fazendo com que as partes não tenham a sua justa contrapartida. Destaque-se aqui, que ambos os lados ficam a mercê de situações que não quiseram provocar.
Sabendo-se que ninguém trabalha com uma reserva para “passivos trabalhistas” é comum vermos empresas que em determinado momento já estão tão comprometidas com irregularidades que acarretarão indenizações trabalhistas, que o próprio negócio deixa de ser viável. Essa situação, infelizmente é muito comum.
Por exemplo: um pequeno comércio que tem em seu quadro 5 ou 6 vendedoras... é muito fácil pelo fato do empregador pagar “por fora” as comissões sobre as vendas, que esses funcionários passem a ter o direito de ver essas comissões incorporadas ao seu salário e, por conseqüência, aquilo que era um incentivo para as vendas, por ser mal administrado, passa a ser um passivo trabalhista acumulado com o decorrer do tempo. Também, podemos citar aqui, os desastrosos “acordos de compensação de horas” que comumente não seguem a competente legislação e só aparecerão ao se romper um contrato, seja por vontade de qualquer parte que for.
Para essas situações, existem providencias simples e legais, que numa atuação ética e correta, podem ser aplicadas tirando o empresário de muitas “ciladas” do cotidiano, porém, é necessário a orientação de um profissional preparado para apaziguar os direitos e deveres de ambos os lados, quais sejam, empregados e empregadores.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

MENSAGEM DE NATAL

MENSAGEM DE NATAL

Comemorar o Natal é homenagear o divino aniversariante, o homem de Nazaré, unindo os corações e colocando em prática o seu maior mandamento: “amar a Deus nosso pai acima de tudo, pois ele nos oferta diariamente tudo o que há de bom, útil e belo na natureza deste planeta, e amar ao próximo como a nós mesmos, desejando-lhes aquilo que gostaríamos de receber”. Assim estaremos praticando o seu santo Evangelho, a caminho da Luz.
Ninguém até hoje conseguiu realizar um acontecimento de grandiosa amplitude. Jesus de Nazaré foi tão importante para a espiritualização de nossas vidas, que dividiu a história da “humanidade” em antes e depois dele.

No transcorrer do ano, sempre em busca do reto cumprimento dos nossos deveres e do apôio indispensável à família, vamos levando a vida com alegrias, tristezas, momentos de dor e de felicidade, situações indispensáveis ao nosso próprio progresso evolutivo.

O Natal é uma festa de amor, congratulações, desejos e abraços. Dia propício para reconciliações. Os dias que antecedem o natal nos ofertam um clima de alegria, nos sentimos mais festivos, procuramos pessoas amigas para abraçar e desejar sempre o melhor.

O Natal é uma festa de luz material que satisfaz e alegra a nossa visão, e luz espiritual que ilumina o nosso coração pela grandiosidade de sua data, o aniversário do divino mestre Jesus.

No Natal, a fraternidade que se achava hibernada em nós, se extrapola e nos faz mais compreensivos com as dificuldades financeiras dos mais humildes.

Todavia, no instante em que a humanidade começa a pensar no divino rabi da Galiléia, a luz da divina data, convida a todos os irmãos, filhos de um mesmo Deus, a socorrerem as famílias necessitadas com alimentos, roupas e demais suprimentos, acompanhado de um abraço fraterno, que fortalece os corações sedentos de caridade.

A caridade se fazendo presente, envolve todo o planeta na atmosfera de amor do divino mestre, e as pequeninas luzes da esperança ao se acenderem, de casa em casa, de cidade em cidade, anunciam a chegada do messias com suas mensagens de Luz que iluminam nossas vidas e nossas almas.

Comemorar o natal, é amar ao próximo, é dar amparo aos que necessitam, fazer prece aos doentes, agradecer ao pai celestial pelas bênçãos recebidas durante o ano que se finda.

Por isso, amigos e Irmãos, comemorar o natal é mais do que reunir a família em torno de uma mesa farta, quando outros estão sem o mínimo necessário para saciar a fome, é evitar que as lágrimas rolem pelos seus rostos calcinados pela dor e tristeza.

Viver o natal é transformar as tristezas e as lágrimas em sorrisos de alegrias, dividir o próprio prato com o irmão faminto, estender a mão sem cobrança futura e humilhação presente.

Viver o natal é dividir a tua luz íntima com o infeliz que vive nas trevas da tristeza.

Desejamos ter a paz agasalhada em nossos corações e nos corações de todos os povos, para que possamos olhar os nossos semelhantes nos olhos, sem medo de ali encontrarmos um inimigo, um desafeto, um malfeitor. Desejamos ter saúde que nos dê resistência física para prosseguir incólumes aos nossos compromissos materiais, filantrópicos e espirituais.

No natal desejamos que todos se façam felizes, mas é bom lembrarmos que, “felicidade é fruto que colhemos da felicidade que plantamos”. Esse é o natal que devemos cultivar para nós, e para toda a humanidade.

Ano novo... é a festa da esperança

Esperança que alegre o nosso coração, para que a Paz habite o nosso lar, sossegando os ânimos num fraterno abraço.

Esperança para que o nosso sonho se realize. Que ao abraçarmos as pessoas queridas, escolhidas para a formação do nosso lar, possamos sentir a alegria, que saindo do nosso coração umedeça os nossos olhos com as lágrimas da felicidade.

Esperança no amor que deverá chegar a qualquer momento para aqueles que caminham só, angustiados pela solidão.

Esperança por um mundo melhor, onde todos possam se compreender, onde a fraternidade consolide a igualdade entre todos os povos. Somente assim poderemos ter e também ofertar, um

Feliz natal e um próspero e feliz ano novo,

A TODOS ...com muita luz, paz, união, saúde, sabedoria, segurança, força, lealdade e harmonia.

REFLEXÃO - TESE DE MESTRADO NA USP

'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse
critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.


O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali,
constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres
invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu
comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma
percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de
R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não
como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP
passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes,
esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me
ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',
diz.
Apesar do castigo do sol forte, do trabalho pesado e das humilhações
diárias, segundo o psicólogo, são acolhedores com quem os enxerga. E
encontram no silêncio a defesa contra quem os ignora.

Diário - Como é que você teve essa idéia?
Fernando Braga da Costa - Meu orientador desde a graduação, o professor
José Moura Gonçalves Filho, sugeriu aos alunos, como uma das provas de
avaliação, que a gente se engajasse numa tarefa proletária. Uma forma de
atividade profissional que não exigisse qualificação técnica nem
acadêmica. Então, basicamente, profissões das classes pobres.

Com que objetivo?
A função do meu mestrado era compreender e analisar a condição de
trabalho deles (os garis), e a maneira como eles estão inseridos na cena
pública. Ou seja, estudar a condição moral e psicológica a qual eles
estão sujeitos dentro da sociedade. Outro nível de investigação, que vai
ser priorizado agora no doutorado, é analisar e verificar as barreiras e
as aberturas que se operam no encontro do psicólogo social com os garis.
Que barreiras são essas, que aberturas são essas, e como se dá a
aproximação?

Quando você começou a trabalhar, os garis notaram que se tratava de um
estudante fazendo pesquisa?
Eu vesti um uniforme que era todo vermelho, boné, camisa e tal.
Chegando lá eu tinha a expectativa de me apresentar como novo
funcionário, recém-contratado pela USP pra varrer rua com eles. Mas
os garis sacaram logo, entretanto nada me disseram. Existe uma coisa
típica dos garis: são pessoas vindas do Nordeste, negros ou mulatos
em geral. Eu sou branquelo, mas isso talvez não seja o diferencial,
porque muitos garis ali são brancos também. Você tem uma série de
fatores que são ainda mais determinantes, como a maneira de falarmos,
o modo de a gente olhar ou de posicionar o nosso corpo, a maneira como
gesticulamos.. Os garis conseguem definir essa diferenças com algumas frases que
são simplesmente formidáveis.

Dê um exemplo.
Nós estávamos varrendo e, em determinado momento, comecei a papear com um dos
garis.
De repente, ele viu um sujeito de 35 ou 40 anos de idade,
subindo a rua a pé, muito bem arrumado com uma pastinha de couro na mão.
O sujeito passou pela gente e não nos cumprimentou, o que é comum nessas
situações. O gari, sem se referir claramente ao homem que acabara de
passar, virou-se pra mim e começou a falar: 'É Fernando, quando o
sujeito vem andando você logo sabe se o cabra é do dinheiro ou não.
Porque peão anda macio, quase não faz barulho. Já o pessoal da outra
classe você só ouve o toc-toc dos passos. E quando a gente está
esperando o trem logo percebe também: o peão fica todo encolhidinho
olhando pra baixo. Eles não. Ficam com olhar só por cima de toda a
peãozada, segurando a pastinha na mão'.

Quanto tempo depois eles falaram sobre essa percepção de que você era
diferente?
Isso não precisou nem ser comentado, porque os fatos no primeiro dia de
trabalho já deixaram muito claro que eles sabiam que eu não era um gari.
Fui tratado de uma forma completamente diferente. Os garis são
carregados na caçamba da caminhonete junto com as ferramentas. É como se
eles fossem ferramentas também. Eles não deixaram eu viajar na caçamba,
quiseram que eu fosse na cabine. Tive de insistir muito para poder
viajar com eles na caçamba. Chegando no lugar de trabalho, continuaram
me tratando diferente.
As vassouras eram todas muito velhas. A única vassoura nova já estava
reservada para mim. Não me deixaram usar a pá e a enxada, porque era um
serviço mais pesado. Eles fizeram questão de que eu trabalhasse só com a
vassoura e, mesmo assim, num lugar mais limpinho, e isso tudo foi dando
a dimensão de que os garis sabiam que eu não tinha a mesma origem
socioeconômica deles.

Quer dizer que eles se diminuíram com a sua presença?
Não foi uma questão de se menosprezar, mas sim de me proteger.

Eles testaram você?
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma
garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha
caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra
classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns
se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo
pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e
serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num
grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei
o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e
claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de
refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem
barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada,
parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar
comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí
eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo
andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na
biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei
em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse
trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O
meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da
cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar,
não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a
situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se
aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar
por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse
passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito
que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses
homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa
deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são
tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.


*Ser IGNORADOé uma das piores sensações que existem na vida!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

PROTESTO...

Não é possível que no fim do túnel não haja mais a luz da esperança
que não se pode mais crer que depois da tempestade vem a bonança
Quero acreditar que a agressão de qualquer tipo ou situação
deixe de existir um dia

Também insisto no pensamento que amor não tem nada a ver com tapa no rosto
com sopapos, gritos, facas, pontapés e, tiros

O mundo anda tresloucado desvirtuado a fé entrou de férias coletivas
e não se sabe se após a recessão retornará

Está difícil perceber que em cada motivo fútil, torpe
uma vida é tirada um sorriso apagado lágrimas correndo como rios em
cada rosto

Para frear a violência que assola o país, os lares,todos os lugares
é preciso muito mais que fazer cumprir uma Lei como a Maria da Penha
é necesário que a população intervenha
que todos se unam em tempo integral para que esse mal
seja extirpado da sociedade e que a vida seja a grande prioridade

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Guaraci Oliveira
Consultoria Jurídico-Organizacional
Gestão de Pessoas
Assessoria em Licitações
19.3601.4021 / 9208.6630